quarta-feira, 19 de março de 2014

Ansiosa pelo resultado

Sentir na pele o arrepio de esperar pela resposta da fonte. Pedir ajuda para pessoas que nunca viu na vida. Ligar, mandar mensagem, tentar todas as formas de contato e não obter êxito em nenhuma. Procurar a contextualização através de outros meios. Fugir do que já foi contado sobre o assunto. Superar o medo de falar do desconhecido. Isso tudo é só um pouco do que passa pelo pensamento de uma repórter que procura ansiosa pelas respostas de sua pauta.


Sua pauta é desafiadora. Nunca antes na história dos três anos em que está no Curso fez uma reportagem sobre isso. Não que não gostasse, mas sim porque não surgiu a oportunidade. Ela é desafiadora porque ao mesmo tempo em que dá gosto de procurar outras histórias para contextualizá-la, faz com que a repórter se prepare para ouvir a versão da fonte sobre uma história que deixou sua vida marcada. Ouvir, é isso que um repórter deve saber fazer, porque sem saber o que a fonte está dizendo como ele vai encontrar o melhor jeito de escrever a reportagem?

A imaginação segue aguçada. Querendo descobrir tudo, logo, para ontem. Mas aí vem a questão da disponibilidade da fonte. O tempo que tem que ser destinado a produção. Ansiosa para ter tudo em mãos e poder construir o texto. Colocar a emoção e falar sobre o assunto desconhecido para a repórter, mas que possa surpreender os nossos leitores.


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